Cuidados Paliativos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) (2002), Cuidados Paliativos são o conjunto de abordagens multidisciplinares com o objetivo de promoção da qualidade de vida a portadores de doenças ameaçadoras da vida e seus familiares, através da prevenção e alívio impecável da dor e outros sintomas físicos, emocionais, sociais e espirituais.

O Hospital Especializado em Cuidados Prolongados constitui-se em uma estratégia de cuidado intermediária entre os cuidados hospitalares de caráter agudo e crônico reagudizado e a atenção básica, inclusive a atenção domiciliar. Os Cuidados Prolongados destinam-se a usuários em situação clínica estável, que necessitem de reabilitação e/ou adaptação a sequelas decorrentes de processo clínico, cirúrgico ou traumatológico. Têm como objetivo geral a recuperação clínica e funcional, a avaliação e a reabilitação integral e intensiva da pessoa com perda transitória ou permanente de autonomia potencialmente recuperável, de forma parcial ou total, e que não necessite de cuidados hospitalares em estágio agudo. Pelo Ministério da Saúde (2012), são considerados usuários em situação de perda de autonomia aqueles com limitações físicas, funcionais, neurológicas e/ou motoras, restritos ao leito, ou em qualquer condição clínica que indique a necessidade de cuidados prolongados em unidade hospitalar.

Cuidados Paliativossão indicados para todos os pacientes (e familiares) com doença ameaçadora da continuidade da vida por qualquer diagnóstico, com qualquer prognóstico, e a qualquer momento da doença em que eles tenham expectativas ou necessidades não atendidas. Centram-se no conhecimento da biografia e no respeito à autonomia da pessoa. Além da gestão da doença e dos aspectos físicos, psicológicos, sociais e espirituais da unidade paciente-família, a equipe multiprofissional atua no auxílio em questões práticas, nos cuidados ao fim da vida, na autodeterminação no manejo do processo de morrer e na lida com as perdas e luto de familiares e pessoas significativas ao paciente. Ainda, atenta-se ao adoecimento do cuidador, formal ou informal, em busca da prevenção e manejo de possível sobrecarga. (SBGG, 2015)

Reabilitação é um processo global e dinâmico orientado para a recuperação física e psicológica da pessoa portadora de deficiência, tendo em vista a sua reintegração social, favorecendo assim, o desenvolvimento e adaptação de suas funções de maneira a restabelecer o máximo possível sua independência e a preservação de sua autonomia. (Costa, 2014) A reabilitação pode ser:

- Física: parcial ou total, trata-se de intervenções terapêuticas que permitam o reestabelecimento de suas funções e atividades, promovendo autonomia e independência funcional, bem como a recuperação de suas sequelas;

- Cognitiva: processo terapêutico que permite aumentar, desenvolver ou corrigir a capacidade de processamento de informação de uma pessoa que esteve exposta a um trauma, permitindo um aumento de seu funcionamento dia-a-dia;

- Psicossocial: promoção do ótimo nível de funcionamento de indivíduos e sociedades e a minimização de incapacidades e desvantagens física ou mental, acentuando escolhas individuais em como viver prosperamente em comunidade;

- Nutricional: recuperação de estado de desnutrição;

- Respiratória: técnicas respiratórias aplicadas diante de descondicionamento da função respiratória e sintomas associados, visando otimizar as funções dos músculos respiratórios, diminuir o cansaço fácil e a dispneia, promover a melhoria da mecânica ventilatória, mobilização e remoção das secreções traqueobrônquicas e uso de oxigenioterapia e ventilações mecânicas (invasivas ou não);

- Fonoaudiológica: através da avaliação, diagnóstico e tratamento dos distúrbios da comunicação humana e da disfagia;

- Funcional: incentivo e apoio à adaptação do usuário à(s) incapacidade(s) e à aprendizagem do autocuidado. 

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