Equipe Multiprofissional e acompanhantes realizam ‘Show de Talentos’ no Premier

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Da esquerda para a direita: o psicólogo Lúcio Guilherme Ferracini, Manuela Salman, psiquiatra, ambos da equipe de Saúde Mental no Premier e José Manuel Pinto, terapeuta Ocupacional no Premier.
Foto: Ruam Oliveira/OBORÉ

A área de Terapia Ocupacional do Hospital Premier foi palco de um Show de Talentos realizado pela equipe de funcionários, médicos e alguns acompanhantes na terça-feira passada, 24. A atividade é parte integrante dos esforços da equipe de T.O e de Saúde Mental na promoção de bem-estar e cuidado integral dos pacientes.

O Show de Talentos aconteceu no auditório do Hospital, na Vila Cordeiro, em São Paulo. Além de canções, o momento também cedeu espaço para leitura de poemas e dança. Para escolher o repertório, a equipe realizou uma pesquisa de “músicas com significado” para os pacientes, explica Lúcio Guilherme Ferracini, psicólogo no Premier. Segundo Ferracini, a escolha das canções neste tipo de evento é extremamente importante, pois deve ter alguma relação com os pacientes e suas respectivas histórias de vida.

“Há momentos de muita interação entre os pacientes [durante estes eventos] e muitos deles até se produzem para participar”, disse Ferracini. Ele aponta que um dos objetivos de atividades como esta é, além de auxiliar no tratamento dos pacientes, também “valorizar talentos existentes no Hospital”, citando o caso do fisioterapeuta que contribuiu tocando violão.

Interação do grupo

O terapeuta ocupacional José Manuel Pinto, que atua no Premier há aproximadamente um ano e meio, conta que para organizar e promover o Show de Talentos a integração com toda a equipe é muito importante, não só em relação à pesquisa de repertório como também por questões de horários e locomoção dos pacientes, por exemplo. “É trabalhoso, porque não depende só do pessoal da Saúde Mental ou de Terapia Ocupacional”, disse.

Atualmente estes eventos que envolvem grande parte da equipe acontecem pelo menos uma vez por mês. Além dos “Shows de Talentos”, a equipe organiza saraus e bingos, por exemplo, como atividades mensais.

José Manuel relatou que são “formas diferentes de trabalhar” e que o impacto nos pacientes é sempre muito positivo. “A reação é muito boa em todas as atividades. Eu sinto que os saraus e os shows de talento, que possuem dinâmicas mais espontâneas, com as pessoas rindo etc provocam uma sensação muito boa”, disse.

Nesta última edição do Show de Talentos, cerca de 15 pessoas apresentaram-se, no entanto, a participação foi geral. De acordo com o psicólogo Lúcio Ferracini, mesmo que os pacientes não se apresentem individualmente, eles acabam cantando junto ou sugerindo músicas ou poesias.

A atividade visa criar “espaços de socialização” informou José Manuel. “Como gostaríamos que nosso ciclo de vida terminasse?”, questionou o terapeuta. Para ele, as diferentes atividades organizadas servem como mecanismo de reflexão sobre o ato de cuidar.

A área de Terapia Ocupacional realiza sessões de cinema, atividades com jogos de tabuleiro, artesanatos, entre outras. “Dependendo da atividade, cada uma tem um impacto diferente não só nos pacientes como também nos acompanhantes”, disse.  

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