Hospital Premier lança sétima edição da revista "Prata da Casa" durante jantar de encerramento do curso de Pós-Graduação

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Diplomados, professores, coordenadores e assessores do Grupo MAIS
Foto: Ruam Oliveira/OBORÉ

Em cerimônia realizada na noite de sexta-feira, 9 de dezembro, o Hospital Premier lançou a revista “Prata da Casa 7” contendo os trabalhos de conclusão de curso dos participantes do curso de Pós-Graduação em Cuidados Paliativos num modelo de Modelo de Atenção Integral à Saúde realizado pelo Premier em parceria com a Faculdade de Medicina de Itajubá (MG). O evento também marcou o emcerramento do ciclo com a entrega dos certificados aos pós-graduados.

A Dr. Marília Othero, coordenadora do Saber MAIS Ensino e Pesquisa, destacou que foi um ciclo de muito trabalho com foco não só na formação multiprofissional como também na capacitação para o trabalho em equipe. “Ter espaço aberto para um trabalho multiprofissional é muito importante e não são todos os hospitais que se a propõem isso. Tem que ter uma gestão que de fato esteja interessada em construir algo diferente” destacou Dra. Marília.

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Dra. Marília Othero coordenadora do Saber MAIS Ensino e Pesquisa. 
Foto: Ruam Oliveira/OBORÉ

"Houve todo um esforço da gestão do Hospital para que de fato houvesse um trabalho para ofercer essa capacitação e também reconhecimento para esses profissionais”. Ela aponta que foi necessário unir esforços entre discentes, equipe, coordenação e gestão do Premier para que o resultado fosse o melhor possível. “Foram dois anos intensos, toda semana a gente trabalhando, inclusive nas férias”.

O Dr. Kleber Lincoln Gomes, professor titular de Psiquiatria na Faculdade de Medicina de Itajubá (MG), esteve presente na cerimônia e disse sentir-se orgulhoso do resultado, ressaltando o caráter inovador de uma especialização no ramo de cuidados paliativos, disciplina que, segundo ele, ainda é bastante nova.  “Surgiu a ideia de realizarmos aqui no Premier, que já tinha uma estrutura montada de cuidados paliativos, essa associação entre a Faculdade de Medicina e o Hospital e aí nasceu esse curso de pós graduação, que foi muito bem feito, muito bem elaborado, com professores de alto nível, com pessoas – tanto de lá quanto daqui – que conheciam bem os cuidados paliativos e hoje a gente está tendo essa oportunidade de coroar o curso de pós graduação entregando o certificado e fazendo uma festa, porque isso é uma coisa a ser muito comemorada.”

Os estudos na área de cuidados paliativos no Brasil ainda não são tão numerosos. Grande parte da bibliografia sobre o assunto era, até pouco tempo atrás, oriunda do Reino Unido, como explicou a Dra. Dalva Yukie Matsumoto, coordenadora na Hospedaria de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Municipal e Diretora do Instituto Paliar: “Antes as nossas referências, principalmente no Brasil, era a literatura europeia principalmente do Reino Unido, da Oxford, que é a nossa grande Bíblia de cuidados paliativos”, disse. Tratamentos via Cuidados Paliativos são o ponto central do Hospital Premier desde sua fundação. Dra. Dalva Matsumoto aponta que quando convidada pelo Dr. Samir Salman, superintendente do Hospital Premier, para fazer parte da equipe, percebeu o quanto não existia mão de obra especializada: “mesmo cada um de nós, que somos pioneiros em cuidados paliativos, começamos com autodidatismo, com muita busca pessoal”.

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Dra. Dalva Matsumoto, diretora do Instituto Paliar (à esquerda), e Dra. Maria Goretti Sales Maciel, diretora do serviço de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo
Foto: Ruam Oliveira/OBORÉ

 

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Os onze artigos publicados na sétima edição do Prata da Casa abordam desde aspectos que envolvem cuidados com os pacientes até a saúde mental e emocional do profissional ligado a essa área.
Foto: Ruam Oliveira/OBORÉ 

 

A medicina não dá conta da morte

Os métodos de cuidados paliativos incluem a percepção de alívio da dor e tratamento mais humanitário. A Dra. Maria Goretti Sales Maciel, diretora do serviço de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), também presente no evento, frisou exatamente esta questão. “Chegou um momento em que as pessoas começaram a perceber que estavam morrendo muito mal, que a medicina não dava conta, com seu arsenal tecnológico, seus protocolos, sua forma peculiar de tratar doenças complexas. De fato, a medicina não dava conta de tratar uma coisa que não é doença, que é a própria morte”, disse.

A Dra. Goretti explica que o movimento de cuidados paliativos começou por volta da década de 1960, tendo em 1990 e no ano 2000 ganhado mais destaque na Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem abordado em suas últimas conferências a necessidade de melhoria no acesso aos cuidados paliativos. No mundo inteiro cerca de 40 milhões de pessoas morrem a cada ano, necessitando deste tipo de tratamento, segundo dados da OMS. “O que eles dizem é que dessa população enorme somente 14% tem acesso a cuidados paliativos. E quando a gente fala de crianças necessitando de cuidados paliativos, só 2% delas no mundo tem acesso. É uma realidade que precisa mudar”, afirma Dra. Goretti.

De acordo com a revista The Economist, no Brasil apenas 0,003% das pessoas possuem acesso aos cuidados paliativos. Esse fato se dá devido a diversos fatores como, por exemplo, ser um conceito novo, não existir uma política de implantação de cuidados paliativos, falta de informação adequada e o não ensino do princípio desses cuidados na graduação.

É preciso reinventar o cuidar

“Quando começamos a falar sobre cuidado paliativo o assunto era confundido com eutanásia, com abandono", diz o médico Dr. David Braga Júnior, consultor do Grupo MAIS. "era a fase em que o médico chegava para a família e dizia que não tinha mais o que fazer” . Nesse sentido, Dr. David Braga conta que a necessidade é de mudar a mentalidade de “curar” para “cuidar”. “A medicina hoje é muito tecnocrática, muito burocrática e tecnológica. Ela se extingue no momento em que esgotou o último medicamento ou o último procedimento. M para nós, passou a ser diferente: a medicina não extingue nunca. Enquanto há vida, há alguém a ser cuidado”, disse. 

 

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Jantar reúne formandos, familiares e coordenadores nos JARDINS DE SORAYA, matriarca da família Salman
Foto: Ruam Oliveira/OBORÉ

 

É preciso ensinar a cuidar

A necessidade de formação em cuidados paliativos foi destaque nas falas de muitos médicos e profissionais de saúde que estiveram presentes no Premier. Muitos apontam a importância de que desde a graduação os futuros médicos tenham acesso a conhecimentos mais humanizados no que se refere a cuidados dos pacientes. “A educação para assistência às pessoas com risco de falecimento por questão de doenças graves é ausente na maior parte do currículo de graduação e pós-graduação dos nossos profissionais de saúde”, disse a Dra. Angélica Yamaguchi, do Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do corpo clínico do Hospital Premier.

Outro aspecto abordado por ela trata da implantação de uma educação condizente com as realidades do país. “Essa educação no Brasil, pelo que tenho observado, tem trazido modelos pré formatados do exterior, que não atingem as necessidades da nossa população. Como o paliativismo prevê esse cuidado ao paciente muito frágil, que tem a possibilidade de falecer, eu não posso apenas fixar no cuidado tecnológico, na medicação, no controle de uma dor ou de um tratamento porque existem outras variáveis – sociais, econômicas, culturais, religiosas – que podem mudar a depender maneira como vou cuidar de alguém no final da vida", disse a Dra. Angélica. 

 

Quem são os pós graduados:

 

André Cerqueira Comune
Médico do Hospital Premier. Especialista em Clínica Médica pelo Complexo Hospitalar
Edmundo Vasconcelos (2011-2012). Especialização em Cuidados Paliativos
pelo Núcleo de Cuidados Paliativos HC/FMUSP (2013). Pós-graduado em Medicina
Paliativa pelo Centro Universitário São Camilo/Instituto Paliar (2013). Pós-graduado
em Cuidados Paliativos num Modelo de Atenção Integral à Saúde pela Faculdade de
Medicina de Itajubá/Hospital Premier (2013-2015).


Arnaldo Pinheiro da Costa
Graduação em enfermagem; Pós-Graduação em Docência na Área da Saúde; Pós-
-Graduação em Cuidados Paliativos. Enfermeiro do Serviço de Estomaterapia e da
Equipe de Cuidados Paliativos do Hospital Premier; Enfermeiro Responsável Técnico
de Unidade Básica de Saúde – UBS - Pinheirinho – Prefeitura Municipal de Embu
das Artes.


Audevânia Lopes de Miranda
Pós-graduada pelo curso de Cuidados Paliativos num modelo de Atenção Intergral á
Saúde- Faculdade de Medicina Itajubá. Graduada em Enfermagem pela Universidade
Nove de junho e Enfermeira no hospital Premier. Cursando Pós-graduanda em Terapia
Intensiva Adulto- Faculdade XV de Agosto-FAQ.


Edvaldo Souza dos Santos
Fisioterapeuta formado em 2005 pela Universidade Bandeirantes de São Paulo –
Uniban com formação em cuidados paliativos pelo Instituto Paliar, pós-graduado
pela Universidade Gama Filho em terapia manipulativa, aprimoramento em Quiropraxia,
Seitai e Pilates. Fisioterapeuta do Hospital Premier e São Paulo Internações
Domiciliares / Grupo MAIS.

 

Flávia da Trindade

Fisioterapeuta do Hospital Premier. Formada pela FUNEC-FISA- (Santa Fé do Sul,
SP) em 2001. Aprimoramento no Hospital de Base de São José do Rio Preto-FAMERP
(2001-2003). Especialização em Fisioterapia Gerontológica e Geriátrica pela UNICID,
em 2013. Pós-Graduada em Cuidados Paliativos num Modelo de Atenção Integral à
Saúde pela Faculdade de Medicina de Itajubá-MG/Hospital Premier (2015).


Isabel Cristina Cardoso
Graduada em Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo (UNIBAN).
Pós-Graduada em Fisioterapia Hospitalar (FMUSP) e em Cuidados Paliativos Num
Modelo de Atenção Integral à Saúde (Faculdade de Medicina de Itajubá). Especialista
em Acupuntura (CBA/ÁBACO), formação em RPG e Instrutora de Pilates. Fisioterapeuta
no Premier Residence Hospital.


Jeferson Ambrozio Oliveira Alves
Fisioterapeuta formado pela Universidade Bandeirantes de São Paulo, em 1994. Pós-
-graduado em Fisioterapia Neurofuncional pela Universidade Gama Filho (2007) e
pós-graduado em Cuidados Paliativos num Modelo de Atenção Integral à saúde pela
Faculdade de Medicina de Itajubá / Hospital Premier (2015). De 2005 a 2013, atuou
na São Paulo Internações Domiciliares atendendo pacientes com dependência neurológica,
cardio-respiratória e ortopédica. Atua no Hospital Premier desde 2013,
realizando atendimentos a pacientes em longa permanência e cuidados paliativos.


Manuela Samir Maciel Salman
Médica psiquiatra do Hospital Premier – Grupo MAIS (2013-até o momento). Pós-
-graduanda em Cuidados Paliativos num Modelo de Atenção Integral à Saúde pela
Faculdade de Medicina de Itajubá e Hospital Premier (2013-15). Pós-graduada em
Medicina Paliativa pelo Centro Universitário São Camilo / Instituto Paliar (2013-
14). Estágio voluntário em Psiquiatria Geriátrica pelo PROTER – Programa Terceira
Idade – IPq FMUSP (2013). Especializada em Psiquiatria pela Santa Casa de Misericórdia
de São Paulo (2010-12).


Rosane Lima dos Santos Kümpel
formada em Fisioterapia. Pós- graduada em Fisioterapia em Unidade de Terapia
Intensiva pela UNASP; Cuidados Paliativos num Modelo de Atenção Integral a Saúde
pela Faculdade de Medicina de Itajubá. Fisioterapeuta no Hospital Premier desde
2008.

Suellen Meireles Damasco
Nutricionista formada pela Universidade Paulista (UNIP).
Pós Graduada em Nutrição Clinica e Ambulatorial pelo Centro Universitário Adventista
(UNASP). Pós Graduanda em Cuidados Paliativos num Modelo de Atenção
Integral à Saúde pela Faculdade de Medicina de Itajubá. Nutricionista do Hospital
Premier e Membro da equipe multiprofissional da Home Care São Paulo Internações
Domiciliares.


Vanessa da Costa Santana
Médica Paliativista do Hospital Premier, Médica de Família e Acupunturista formada
pela Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP. Pós-Graduada em Cuidados
Paliativos num Modelo de Atenção Integral à Saúde pela Faculdade de Medicina de
Itajubá-MG/Hospital Premier (2015).

 

Grupo Mais