II Congresso Municipal sobre Envelhecimento Ativo lota Salão Nobre da Câmara Municipal

Texto: João Paulo Brito
02/12/2013

 
Com o objetivo de conversar sobre temas relativos aos idosos, apresentar práticas já em funcionamento e elaborar planos de ação para tornar o município de São Paulo uma cidade amiga dos idosos, o Hospital Premier em parceria com a Prefeitura de São Paulo, a Câmara Municipal e o Grande Conselho Municipal dos idosos realizaram, neste sábado (30), o II Congresso Municipal sobre Envelhecimento Ativo - Cidade Amiga do Idoso.
Apoiado por mais de 20 instituições, o evento lotou o Salão Nobre do Palácio Anchieta, com capacidade para mais de 400 pessoas, tendo início com uma jornada de atividades físicas coordenada por Dinéia Cardoso, da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação, seguida pela apresentação do vídeo “Horas da Vida”.

A mesa de abertura foi composta por vereador Gilberto Natalini (PV), Dr. Samir Salman, diretor do Hospital Premier, Cláudia Fló, representando a secretaria de estado da saúde, Marli Feitosa, presidente do Grande Conselho Municipal do Idoso, Dr. Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional da Longevidade - RJ, Dr. Luiz Roberto Campo, titular de geriatria da EBM UNIFESP, Carolina Duarte, gerente da Danone Company, Nídia Nadir Jorge, presidente da Associação dos Cuidadores de Idosos, Timoteo Araújo, assessor científico do Programa Agita São Paulo.

“Acredito que é preciso preparar o ambiente social, o ambiente urbanístico, a parte ambiental e econômica para receber este contingente de pessoas que têm outros sonhos, outras necessidades e outras demandas, e que nós, enquanto sociedade, ainda não os estamos acolhendo na medida de merecimento”, afirmou o vereador Gilberto Natalini.

O parlamentar ponderou que o Congresso serviu como um momento de discussão sobre as saídas mais fáceis, baratas e eficientes, “pois ainda não temos políticas públicas à altura dessa massa humana de idosos que está vivendo entre nós.”

Para Samir Salman, diretor do Hospital Premier, as entidades reunidas no Congresso estão defendendo um assunto que interessa a toda a cidade. “Entendo que é um assunto que tem urgência porque esta divida pode ficar impagável. Segundo o último censo do IBGE, a população idosa em São Paulo está em torno de 1,5 milhão. A cidade deve a estas pessoas porque foram elas que construíram toda esta riqueza e grandeza que temos hoje.”
Apesar da lentidão em relação ao atendimento das demandas à pessoa idosa, já houve muita conscientização de que o Brasil está com uma população de velhos crescente e, em grande parte, desamparada, afirmou Luiz Roberto Campos.

“O que falta mesmo é implementar ações sociais que ajudem as pessoas a se conduzirem de uma forma que permitam que elas cheguem aos 70, 80, 90, anos em pleno gozo de sua cidadania”, disse o titular de geriatria da UNIFESP.

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