Fisioterapia Domiciliar x Fisioterapia em hospitais: O que muda?

O envelhecimento populacional é uma realidade no Brasil. Ao longo das últimas décadas o país tem vivenciado um crescimento no número de pessoas idosas e uma diminuição de jovens. O Fundo de Populações das Nações Unidas estima que em 2050 a população idosa será maior que o número de pessoas com menos de 15 anos e que atualmente, em todo o mundo, um em cada 9 pessoas possui mais de 60 anos.

Um envelhecimento saudável está diretamente associado à qualidade de vida do indivíduo. A depender do estilo de vida que esta pessoa teve – seja por meio de boa alimentação, exercício físico contínuo, estado emocional, atividade intelectual, entre outros – o processo de envelhecimento pode ser considerado um sucesso ou um fracasso.

É geralmente na fase idosa que as pessoas começam a apresentar um aumento de dores musculares e no corpo, além de diminuição de mobilidade. Nestes casos, a fisioterapia é um caminho indicado para alívio destes quadros e melhora da qualidade de vida destes idosos. Ou seja, é uma forma de fazer com que continuem funcionais e ativos no dia-a-dia.

A fisioterapia pode ser realizada tanto em hospitais e clínicas especializadas como na modalidade domiciliar, um campo que vem crescendo nos últimos anos.

“O tratamento domiciliar exige do fisioterapeuta o desenvolvimento de uma visão mais ampla, a qual compreenda o contexto domiciliar e as relações parentais para utilizar uma metodologia de cuidados em conjunto com a família” escreveu a fisioterapeuta Flávia da Trindade, em artigo na revista Prata da Casa 7, publicada pelo Hospital Premier. O texto é fruto do Trabalho de Conclusão de Curso desenvolvido pela fisioterapeuta para o curso de Pós-Graduação em Cuidados Paliativos num Modelo de Atenção Integral à Saúde, oferecida pelo Premier em conjunto com a Faculdade de Medicina de Itajubá (FMIt/MG).

No entanto, a fisioterapeuta ressalta que, independente do local a ser realizada, a fisioterapia é sempre benéfica. No caso da modalidade domiciliar o que ocorre é uma melhor comodidade, por exemplo, permitindo que o paciente não necessite enfrentar o trânsito. Trindade também ressalta a importância de que o processo seja acompanhado por um médico de confiança do paciente, em uma ação conjunta.

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Sala de reabilitação onde são realizadas as sessões de fisioterapia no Hospital Premier 

“Em alguns casos a fisioterapia é imprescindível, sendo o diferencial na manutenção da vida do paciente, mantendo seus pulmões funcionando satisfatoriamente, bem como funções circulatórias e musculoesqueléticas”, explica Jeferson Alves, fisioterapeuta no Hospital Premier.

Alves explica que, no contexto dos Cuidados Paliativos, quando o paciente é acompanhado por uma equipe multiprofissional, a fisioterapia está inserida neste processo desde o início, quando há o diagnóstico de doença crônica e ameaçadora da vida. “A fisioterapia vai atuar desde a fase inicial deste diagnóstico, de forma preventiva e protelando sinais adversos a este percurso da enfermidade, como também na fase avançada prevenindo desconfortos cardiorrespiratórios e motores”, diz.

Sobre as diferenças de ambiente onde se realizará a fisioterapia, Alves aponta que a principal diferença será a disponibilidade de recursos em ambos os locais para que os objetivos da prática sejam alcançados. “O ambiente onde o paciente vai ser atendido depende de variáveis como o diagnóstico, o prognóstico. A vontade do mesmo e de seus familiares também são diferenciais nesta indicação”, conta.

 

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