Câmara Municipal de São Paulo realiza ciclo de debate sobre a febre amarela

26805317 1882669305090984 6140141812331585276 n 1A Câmara Municipal de São Paulo, através do gabinete do vereador Gilberto Natalini (PV), realizará no dia 23 de fevereiro, às 9h no Auditório Prestes Maia da Câmara Municipal de São Paulo 

(Vd. Jacareí, 100- 1º andar) Ciclo de Debate Município Saudável, agora abordando o tema Febre Amarela: suas causas e consequências. Os palestrantes serão o Dr. Marcos Boulos, responsável pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria do Estado de São Paulo e a Dra. Cristina Shimabukuro, diretora da COVISA (Coordenação de Vigilância em Saúde) da Prefeitura de São Paulo. 

A febre amarela voltou a chamar a atenção no início deste ano, depois que casos em macacos e humanos voltaram a ser registrados no país. O retorno da doença ocorre meses após seu maior surto no Brasil, no primeiro semestre de 2017. O número de casos de pessoas com febre amarela silvestre no estado de São Paulo em 2018 subiu para 186 e 65 mortes. Diante dessa situação, houve ampliação da vacina em diversas partes do país, principalmente em áreas florestais.


O professor Marcos Boulos, responsável pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria do Estado de São Paulo e coordenador do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP, acredita que centros urbanos estão livres do vírus, as pessoas em situação de risco são principalmente moradores de áreas florestais e viajantes, constituindo o grupo prioritário de vacinação. Ele garante que a dose fracionada é extremamente eficaz, tem duração de 8 anos e começa a ser distribuída no dia 25 de janeiro. Por fim, o professor Boulos esclarece quais grupos de pessoas devem ou não ser vacinados; por exemplo, idosos devem fazer uma avaliação prévia e crianças com menos de 9 meses não devem receber a dose, assim como os alérgicos a ovo e os imunodepressivos.


Ciclos de Transmissão


Silvestre: O mosquito pica um macaco infectado e depois pica o homem, transmitindo a doença.
Urbano: Não é registrado no Brasil desde 1942. O mosquito pica um homem infectado, e depois pica outro homem; não há transmissão direta entre humanos. Nesse caso o mosquito é o Aedes aegypti.

Sintomas

Primeira fase (3 dias)
- Dor de Cabeça
- Febre baixa
- Fraqueza e Vômitos
- Dores Musculares, principalmente nas costas
- Dor nas articulações


Segunda fase (cerca de 24h)
- Diminuição dos sintomas
- Sensação de Melhora
Terceira Fase
- Febre alta
- Icterícia
- Inflamação no fígado e rins
- Vômitos com sangue
- Urina escura
- Sangramento na pele
- Olhos avermelhados
- Evolução até a morte

Prevenção

Vacinação:
- Dose integral (0,5 ml): vale para a vida toda
- Dose fracionada (0,1 ml): vale por pelo menos 8 anos; será dada nas campanhas de vacinação de SP, RJ e BA
- Crianças: devem tomar a partir dos 9 meses (ou 6 meses em áreas de risco)


Serviço:
Ciclo de Debate Município Saudável- Febre Amarela
Data: 23/02
Horário: 9h
Local: CMSP- Auditório Prestes Maia
Vd. Jacareí, 100- 1º andar

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