Dia Mundial dos Cuidados Paliativos: 14 de outubro de 2017

health care hush naidooComemorado todos os anos no segundo sábado de outubro, o  Dia Mundial dos Cuidados Paliativos de 2017 terá como tema  “Cobertura Universal de Saúde e Cuidados Paliativos – Não deixem aqueles que sofrem para trás”. A data serve para chamar a atenção para a necessidade dos Cuidados Paliativos no mundo e também como forma de fortalecer iniciativas nesta área e ampliar o conhecimento a respeito do tema.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define os cuidados paliativos como uma forma de assistência que tem por objetivo melhorar a qualidade de vida de pacientes e seus familiares que lidam com doenças potencialmente ameaçadoras da vida.

De acordo com a Aliança Mundial para os Cuidados Paliativos (Worldwide Hospice Palliative Alliance – WHPA), 40 milhões de pessoas necessitam de cuidados paliativos anualmente, dentre elas 20 milhões que se encontram no fim da vida. Em 2017 o foco é demarcar o quanto é essencial que este tipo de cuidado esteja ao alcance de todos. “Não é Cobertura Universal de Saúde se não há acesso universal aos cuidados paliativos”, diz a WHPA em seu site.

“Existe um interesse da sociedade, alguns segmentos estão alavancando e querendo conhecer, mas me preocupa a expansão [do tema] sem fazer reflexões bem profundas e delineadas caso a caso”, aponta a Dra. Angélica Yamaguchi, especialista em geriatria e gerontologia e supervisora médica no Hospital Premier. Para ela, esta data é importante por provocar a discussão e o debate na área.  

Em 2012, o Brasil possuía 82 unidades de cuidado paliativo e a estimativa atual é que hoje passem de uma centena, segundo a ex-presidente da ANCP Maria Goretti Sales Maciel, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

A OMS estimou em 2014 que, no Brasil, cerca de 500 mil pessoas necessitavam de cuidados paliativos e que, em termos mundiais, cerca de 20 milhões de indivíduos estava morrendo lentamente necessitando de cuidados.

 

Dados usados nessa matéria foram retirados do site da WHPA, da OMS e do jornal Folha de S. Paulo.

 

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