Bioética para Cuidados Paliativos em hospitais

 

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À esquerda Antonio Gimenes, cardiologista do Comitê de Bioética do HCor (Hospital do Coração) e Max Grinberg, diretor do núcleo de bioética do Incor (Instituto do Coração). Foto: Adyr Akira

A segunda mesa do dia trouxe Max Grinberg e Antonio Gimenes, especialistas em bioética, para comentar os desafios de se montar um comitê de bioética em serviços de cuidados paliativos. Em 2015, o Conselho Federal de Medicina estabeleceu uma recomendação para que os hospitais criem seus Comitês de Bioética. No estado de São Paulo há, atualmente, 42 desses comitês.

O cardiologista Gimenes, do Comitê de Bioética do HCor (Hospital do Coração) e membro do conselho consultivo de bioética do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), falou da importância de haver um comitê de bioética hospitalar além das comissões de ética médica e de pesquisa. “O comitê de bioética auxilia os profissionais da saúde na tomada de decisões em situações e problemas que abrangem as dimensões morais, das ciências da vida e dos cuidados de saúde”, explicou. max grinberg encontro

Ele reforçou que o comitê deve ser composto obrigatoriamente de maneira multiprofissional e interdisciplinar. “Isso confere ao comitê a visão para lidar com todos os tipos de dilemas éticos que ocorrem em um hospital”, disse Gimenes.

Na sequência, o cardiologista Max Grinberg, da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e diretor do núcleo de bioética do Incor (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas da USP, apresentou alguns passos para que o comitê de bioética ganhe relevância nos hospitais e a confiança dos profissionais. “O primeiro desafio é que ele se torne inclusivo e construa sua própria identidade”, afirmou. Para isso, os profissionais envolvidos precisam conhecer profundamente as realidades do hospital e os objetivos de cada serviço que o constituem, já que o que serve de orientação para um determinado serviço pode não servir para outro. “A pediatria tem questões e soluções diferentes daquelas da geriatria”. 

Grinberg brincou que os profissionais do comitê precisam ser vistos como o “bioamigo orientador” e não como o “biochato implicante”. “O comitê precisa ser composto por pessoas que ouçam mais do que falem e que consigam ter um ponto de vista amplo e contribuam para que o profissional que o procurou possa tomar uma decisão”, explicou.

antonio gimenes encontroAlém disso, o médico destacou que o comitê precisa estar à disposição e ser rápido nas respostas – do contrário, torna-se irrelevante. 

Confira o conteúdo apresentado pelos palestrantes na mesa técnica

 

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